Depois de muito tempo fiz um passeio bem legal por aqui, com direito a foto e tudo. Então vamos lá!
Feriado de Páscoa e eu não fui pra Teresina por um simples motivo: passagens MUITO caras pra passar só dois diazinhos.
Um detalhe que não tem nada a ver com isso, mas que queria contar: meu primeiro almoço de Páscoa desandou total depois que o gás acabou no meio da receita e isso me deixou muito triste :(
Voltando ao assunto: combinei com o Ricardo de assistir ao documentário Kátia, que, pra quem não sabe, conta a história da primeira travesti eleita para cargo político, diretamente do Piauí. Como era um documentário, nada de passar nas grandes cadeias de cinema. Estava em cartaz no Santander Cultural, que é um museu/ sala de exposições / cinema.
![]() |
| Painel "3D" da fachada do prédio, dentro do museu. |
Como é no prédio de um banco bem antigo, o museu tem dinheiro, cofres etc. Até a sala de cinema e o restaurante ficam dentro de cofres beeeeeem antigos e conservam as portas originais (não reparem na minha cara, tá?):
![]() |
| Na porta do Café do Cofre |
![]() |
| Na porta do cofre-cinema |
Aí enquanto a gente esperava, saí testando as portas dos cofres que tinham por lá:
![]() |
| JURA que vai abrir, né... |
Mas voltando ao cinema, quando entrei lá, me surpreendi pelo tamanho. É bem pequeno. É uma salinha, na verdade. Eu achava que ia me sentir um pouco claustrofóbica. Sei lá, fiquei com medo de me trancarem lá dentro hahaha... Só que tinha isso:
![]() |
| Olha a curiosa... |
Agora falemos do filme:
Assistam!
É o retrato do cotidiano naquele interiorzão pesado, rotina de roça, na vida de uma travesti. Fiquei muito puta com duas coisas:
1. A família dela, Tapety, é muito rica e poderosa. Simplesmente rejeitam a Kátia por ser travesti. Acho o cúmulo do absurdo os parentes dela terem do bom e do melhor e ela ter que puxar jumento no meio do sol quente por causa de um mero detalhe.
2. O filme foi feito na época das eleições, tem Wilsão por todos os lados, junto com estradas esburacadas e muita pobreza. Palmas pro governador!
Fiquei comovida com ela tentando adotar legalmente a filha dela, mas nos papeis não pode ser a mãe da criança. É um filme pra assistir, ficar triste com um mundo tão homofóbico e ver a força e a alegria de viver de uma pessoa que tinha tudo pra não ser tão feliz quanto é. Fica a lição de vida.
Então.
Depois do filme, deu uma fominha.
Fomos conhecer o tal Pampa Burger, indicação de 6 entre 5 gaúchos. Aos piauienses, digo que é um Dogão gaúcho, talvez mais arrumadinho.
![]() |
| Pampa Burger da Cidade Baixa |
![]() |
| Olha aí o cardápio gauchês do Pampa Burger |
Eu pedi um Galo Véio alguma coisa (não lembro o nome), que quer dizer que é o menor, e o Ricardo pediu o Laçador bagual (que é o grande). O Laçador é com carne de costela. Ô povo pra curtir uma costela, viu?
![]() |
| Foco nos gaúchos que tão na parede, tá? |
![]() |
| Conferir o Facebook enquanto espera a comida: quem nunca? |
![]() |
| Galo Véio e Laçador |
O burger é muito bom. Pampa Burger, aprovado!
Depois a gente deu uma voltona a pé pela Cidade Baixa, pra ver mais coisas. E tinha muita gente estranha, como de costume :)
E por hoje é só! Beijos!











Nenhum comentário:
Postar um comentário