domingo, 7 de abril de 2013

Eu vejo bem assim... Santander Cultural e Pampa Burger.

Oi!

Depois de muito tempo fiz um passeio bem legal por aqui, com direito a foto e tudo. Então vamos lá!

Feriado de Páscoa e eu não fui pra Teresina por um simples motivo: passagens MUITO caras pra passar só dois diazinhos.
Um detalhe que não tem nada  a ver com isso, mas que queria contar: meu primeiro almoço de Páscoa desandou total depois que o gás acabou no meio da receita e isso me deixou muito triste :(
Voltando ao assunto: combinei com o Ricardo de assistir ao documentário Kátia, que, pra quem não sabe, conta a história da primeira travesti eleita para cargo político, diretamente do Piauí. Como era um documentário, nada de passar nas grandes cadeias de cinema. Estava em cartaz no Santander Cultural, que é um museu/ sala de exposições / cinema.


Painel "3D" da fachada do prédio, dentro do museu.


Como é no prédio de um banco bem antigo, o museu tem dinheiro, cofres etc. Até a sala de cinema e o restaurante ficam dentro de cofres beeeeeem antigos e conservam as portas originais (não reparem na minha cara, tá?):

Na porta do Café do Cofre


Na porta do cofre-cinema

Aí enquanto a gente esperava, saí testando as portas dos cofres que tinham por lá:

JURA que vai abrir, né...

Mas voltando ao cinema, quando entrei lá, me surpreendi pelo tamanho. É bem pequeno. É uma salinha, na verdade. Eu achava que ia me sentir um pouco claustrofóbica. Sei lá, fiquei com medo de me trancarem lá dentro hahaha... Só que tinha isso:

Olha a curiosa...
E eu achei apenas sensacional! Até esqueci que tava dentro de um cofre. Eu, abestada, juro que pensei que o filme ia sair desse projetor aí. Depois de mil anos que eu saquei que tinha um projetor digital em cima da minha cabeça. Que burra, dá zero pra mim!

Agora falemos do filme:


Assistam!
É o retrato do cotidiano naquele interiorzão pesado, rotina de roça, na vida de uma travesti. Fiquei muito puta com duas coisas:
1. A família dela, Tapety, é muito rica e poderosa. Simplesmente rejeitam a Kátia por ser travesti. Acho o cúmulo do absurdo os parentes dela terem do bom e do melhor e ela ter que puxar jumento no meio do sol quente por causa de um mero detalhe.
2. O filme foi feito na época das eleições, tem Wilsão por todos os lados, junto com estradas esburacadas e muita pobreza. Palmas pro governador!
Fiquei comovida com ela tentando adotar legalmente a filha dela, mas nos papeis não pode ser a mãe da criança. É um filme pra assistir, ficar triste com um mundo tão homofóbico e ver a força e a alegria de viver de uma pessoa que tinha tudo pra não ser tão feliz quanto é. Fica a lição de vida.

Então.
Depois do filme, deu uma fominha.
Fomos conhecer o tal Pampa Burger, indicação de 6 entre 5 gaúchos. Aos piauienses, digo que é um Dogão gaúcho, talvez mais arrumadinho.

Pampa Burger da Cidade Baixa
As paredes são forradas de fotos com temática gaúcha. E o cardápio, como quase tudo por aqui, é tradicionalista. Todos os nomes dos burgers são de alguma coisa de gaúcho.

Olha aí o cardápio gauchês do Pampa Burger

Eu pedi um Galo Véio alguma coisa (não lembro o nome), que quer dizer que é o menor, e o Ricardo pediu o Laçador bagual (que é o grande). O Laçador é com carne de costela. Ô povo pra curtir uma costela, viu?

Foco nos gaúchos que tão na parede, tá?
Conferir o Facebook enquanto espera a comida: quem nunca?


Galo Véio e Laçador

O burger é muito bom. Pampa Burger, aprovado!

Depois a gente deu uma voltona a pé pela Cidade Baixa, pra ver mais coisas. E tinha muita gente estranha, como de costume :)

E por hoje é só! Beijos!