segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu vejo bem assim... Dia de São José e o Chaves jardineiro

Um caos - era minha cabeça esse fim de semana.

Sábado e domingo foram um problema. Me senti a pior pessoa do mundo, me senti só, senti muita saudade.

Hoje não tinha ânimo para levantar e trabalhar, mas como eu sou uma pessoa incrivelmente responsável, lá fui eu para o banho gelado, às 6h da manhã.

Quando voltei para o quarto, o Bom Dia RS noticiava: 19 de março. E eu fiquei matutando o 19 de março. Dezenove de março.

DIA DE SÃO JOSÉ! Santo padroeiro de Inhuma. Interior da mamãe. Onde alguns anos atrás levei as cinco filhas de Caetano para os festejos. A última viagem das cinco irmãs. Imediatamente minha querida Titia veio no pensamento e a saudade apertou mais ainda.

Junto com isso tudo, me veio a cabeça: minha parada de ônibus é em frente a uma Igreja. E eu botei na cabeça que hoje eu ia conhecer aquela bendita Igreja. Não sei se foi um sinal divino, mas exatamente hoje, a Igreja estava aberta na hora que eu cheguei. Geralmente ela só abre na hora que eu estou indo embora do trabalho.

Entrei, né. E tinha uma imagem de São José. Cheguei perto dele e rezei como eu nunca rezei na vida. Levantei e fui trabalhar, ainda achando a vida ruim.

Trabalhei sem ânimo até a hora do almoço e quando finalmente deu a hora, desci com os colegas para almoçar. Eis que do outro lado da rua, passou um homem vestido de, pasmem, Chaves. É. Aqueles Chaves da vizinhança do Kiko, da Chiquinha, do seu Madruga, da dona Florinda.

Eu louca, saí correndo.

- Chaves! Chaves! Deixa eu tirar uma foto tua!

E quando eu cheguei perto, era um idoso. Jardineiro.

Perguntei se o nome dele era Chaves.

- Não, moça.

- E o senhor se veste assim só por que é legal?

- Não, moça. Os filhos da dona da casa que eu vou agora gostam do Chaves e eles adoram quando eu vou assim. E eu preciso fazer de tudo para não perder esse bico, tenho que colocar comida na minha mesa.

E assim, vestido de Chaves jardineiro, São José chegou para mim e disse: a vida já foi mais fácil. Mas já foi mais difícil também

Seu Chaves jardineiro, quando eu tiver uma casa, vou entregar meu jardim para você.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Eu vejo bem assim... QUE CHUVA LOUCA, SOCORROOO!!!!


Oi gente!


Hoje foi minha grande estreia num dilúvio na cidade grande. E olha, não foi uma chuva. Foi quase o fim dos tempos!!!

Saí de casa super tranquila, estava só chuviscando. Como boa piauiense que sou, pensei "nossa, que dia liiiindo!", mas mal sabia o que me esperava. Peguei meu guarda-chuva e segui rumo à estação de trem.


Quando estou no trem lotado das manhãs, não presto muita atenção na paisagem. Fico concentrada nas paradas, para não perder a minha. E também tenho que me equilibrar na hora do freio, me desviar das axilas que insistem em encontrar o meu nariz, brigar por um espaço para minha mão na barra de segurar... só coisinhas básicas. Bem, cheguei na minha parada. Abriu a porta do trem e PÁ! A primeira rajada de vento foi como uma porrada no meu rosto. Como uma pessoa calma, pensei "ah, é só vento...". Coitada.

Como eu contei no post anterior, tenho que atravessar um túnel para chegar ao outro lado da avenida, onde pego o bus. E eu fui tranquila e calma. Subi as escadas, tranquila e calma. Aí eu parei no quadradinho onde eu sempre paro (e isso é quase um TOC). Parei, começou o vento. E tome vento. E vento. E mais vento. Quando meu guarda-chuva começou a querer voar, a chuva começou a me molhar e a água começou a doer na pele, como boa piauiense que sou, pensei "EITA PORRA!!!!!".

Foram 15 minutos esperando o bus nessa briga vento e chuva x guarda-chuva. Preciso dizer que fiquei igual a um pinto molhado?

Mas bom mesmo foi quando o bus chegou. Olha, preciso dizer que ainda preciso pegar as manhas da cidade grande. Nessa hora, toda aquela educação que eu elogiei sobre a organização das filas até para pegar ônibus foi pro brejo!! E claro que rolou daquelas coisas que só acontecem comigo: uma doida ameaçou me bater com o chinelo, tudo isso para passar na minha frente e entrar logo no bus. Eu só digo que com doido, a gente não discute.

Consegui subir no ônibus.

Na hora de sair do bus: uma lagoa. Andei com a água na canela! Sério!

Depois de tudo, cheguei no trabalho. Molhada, mas viva e inteira.

E vocês acham que acabou?

Fui para o aeroporto encontrar com o Ricardo (ele foi para Teresina terminar de resolver umas pendengas e volta). E aí quando eu desci do bus... Não vou dizer mais nada, só vou deixar com vocês a imagem do que sobrou do meu guarda-chuva.


#classemediasofre

BEIJOS!


PS: Olha esse tumblr que o pessoal fez! As fotos são reais, mas os elementos absurdos foram inseridos manualmente http://diluviopoa.tumblr.com/

sexta-feira, 9 de março de 2012

Eu vejo bem assim... a Estação Rodoviária


Oi gente,

Uma coisa que vocês provavelmente não sabem sobre mim é que quando eu estou stressada ou sem nada pra fazer, eu adoro fazer uma coisa: sentar e observar as pessoas. Tento imaginar o que elas fizeram até chegar ali. Aqui eu ainda não tive tempo de sentar para fazer isso, mas presto muita atenção nas figuras que passam por mim. Também presto atenção por onde eu ando. Não só porque eu gosto mesmo de observar as coisas, mas porque eu estou numa cidade completamente estranha e preciso de pontos de referência. Prometo que vou tentar tirar fotos, mas não garanto. Ainda não sei se dá para sacar o celular e tirar uma foto sem passar alguém correndo e levar tudo.
Pois bem. Hoje vou falar para vocês de um lugar que eu ando todo santo dia: a estação rodoviária. Como eu estou morando em Canoas e trabalhando em Porto Alegre (calma, é tipo Teresina - Timon, Recife - Jaboatão), todos os dias eu pego o trem em Canoas e meia horinha depois pulo na rodoviária de Porto Alegre. De lá eu pego o bus para o trabalho.
Na estação da rodoviária, eu preciso andar em um túnel para conseguir atravessar a avenida e as paredes desse túnel são uma galeria de street art. Tem uma pintura que eu adoro, que tem uns rostos pop, tipo da Kate Moss e da Amy Winehouse. Nunca consegui tirar uma foto decente de lá porque sempre tem muita gente passando e eu não posso parar para esperar uma brecha. Mas depois das catracas muita gente sobe para o lado da rodoviária e outras pessoas, como eu, vão para o túnel para chegar ao outro lado da avenida. Nesse trajeto, esse desenho chamou muito minha atenção.




Todas as bonecas fofinhas e me aparece essa aí com a calcinha abaixada. Como assim gente? Todo dia eu tento pensar em uma teoria diferente sobre o que o artista pensou na hora.

E você, o que acha que essa boneca está fazendo com essa calcinha desse jeito?

Até a próxima!

Beijos.

Amanda.